Perfil do usuário de Agricultura de precisão no Brasil: 4 fatos importantes que você deveria saber [infográfico]

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A tendência de uso de tecnologia e agricultura de precisão vem crescendo a cada ano. Com uso de smartphones e redes de celulares disponível ficou mais fácil monitorar e gerenciar a lavoura.

Só percebermos a quantidade de aplicativos que utilizamos. Eu mesmo, enquanto escrevo este artigo estou com alguns abertos.  

Talvez para você seja novo este termo, mas, a final o que é agricultura de precisão.

O que é agricultura de precisão?

Se você for procurar no Google irá encontrar várias referências e autores falando sobre o que é agricultura de precisão. Eu particularmente, gosto dessa definição que o wikipédia fornece. Simples e objetivo.

Agricultura de precisão é uma prática agrícola na qual utiliza-se tecnologia de informação baseada no princípio da variabilidade do solo e clima. A partir de dados específicos de áreas geograficamente referenciadas, implanta-se o processo de automação agrícola, dosando-se adubos e agrotóxicos.

Pensando num assunto tão importante para agricultura, produzimos um infográfico com o  perfil de usuários da agricultura de precisão no Brasil.

Os dados foram retirados do estudo que a embrapa desenvolveu “agricultura de precisão resultados de um novo olhar”. A pesquisa foi aplicado nos estados de MA, PI, MS, MT, BA, PR, RS, MG, GO. O estudo contou com 301 respostas.

A baixo você confere na o infográfico com o perfil do usuário de agricultura de precisão no Brasil.

Perfil agricultura de precisão no brasil

Se você ainda não utiliza esta tecnologia na agricultura, aqui estão algumas das principais razões pelas quais você precisa saber mais sobre agricultura de precisão:

  • Minimiza riscos da atividade agrícola;
  • facilita a tomada de decisão;
  • informação facilitada através da tecnologia;
  • e melhora a gestão do negócio.

Listamos alguns fatos interessantes sobre o levantamento:principais Vamos ao que interesse.

A embrapa elaborou um estudo intitulado “agricultura de precisão resultados de um novo olhar”.

Se você esta em busca de aprender mais sobre o tema, recomendo fortemente a leitura. É o material mais completo disponibilizado livremente na internet.

Fato 1 – A idade e grau de instrução são motivadores para o uso das novas tecnologias e algumas diferenças foram observadas na caracterização dos proprietários e administrados que adotam o sistema de cultivo convencional e os que adotam a Agricultura de precisão. 

Fato 2 – A idade média dos entrevistados que utilizam o sistema convencional foi de 39,3 anos, enquanto dos que adotam a AP foi de 35,5 anos.

Fato 3 – O tamanho das propriedades refletiu o tipo de uso e a região (Tabela 2), sendo que tendem a serem maiores as propriedades nas quais a AP está sendo utilizada.

Na região Sul, as propriedades apresentaram entre 171 e 272 ha no cultivo convencional e 287 e 408 ha para as que adotam a AP. Em Minas Gerais (região Sudeste) existem muito pouca diferença entre os 2 sistemas (907 e 8446 ha) e ha.

No Centro-oeste, existem grandes diferenças no tamanho das propriedades, variando de 407 a 815 nas que utilizam o sistema convencional e de 1167 a 1921 ha nas que adotam a AP. Nos Estados do Maranhão, Piauí e Bahia, a

extensão das propriedades é muito maior, estando entre 1691 e 1975 no sistema convencional e 2645 a 5531 para as adotam a AP. A influência do tamanho das propriedades na adoção da AP também foram observadas por Daberkow e Mcbride (1998, 2003).

Fato 4 – Entre os proprietários e administradores que adotam AP, 94% indicam que o conjunto de tecnlogias pode aumentar a produtividade, enquanto que 85% dos que usam cultivo convencional concordam com esta afirmação (Tabela 10).

Com relação ao percentual de aumento da produtividade, a maioria dos que adotam AP afirmam que pode ser de 6 a 10 (25%) e entre 11 a 20% (36%),

enquanto que para 19% entre os que não adotam, este aumento deve ser de 6 a 10%.

Com relação à redução dos custos e o retorno econômico, a maioria (93 e 95%) daqueles que adotam a AP confirmam esta afirmação, no entanto para aqueles que não utilizam AP estes são em torno de 77 e 76%. Griffin e LowenDeBoer (2005) em revisão de vários trabalhos sobre o uso da AP, indicaram que em 68% dos casos analisados os sistemas com uso da AP foram mais rentáveis que os sistemas de cultivo convencional.

Conclusão

Os resultados indicaram que o perfil dos proprietários e administradores de propriedades que adotam a AP é jovem, instruído, propenso a utilizar mais tecnologias e informática e cultivam

grandes extensões de terras. O tempo médio de adoção das tecnologias de AP é de 4 anos. Os principais produtos agrícolas cultivados com ferramentas de AP são a soja e milho, seguido elas culturas do trigo e feijão. As propriedades que adotam AP possuem equipamentos, porém são subutilizados. Os sistemas de navegação (barra

de luz e piloto automático) e para aplicação de insumos a taxas variadas são os equipamentos

mais frequentes nas propriedades. As principais atividades em que a AP está presente são na

aplicação de corretivos do solo e colheita. A maior parte das atividades de AP é realizada

por terceiros. A grade amostral utilizada varia de 3 a 5 ha. As principais fontes de informação

dos produtores têm sido os consultores, cursos e treinamentos, e feiras e exposições agropecuárias. Existe a percepção de que a adoção da AP pode aumentar a produtividade, o retorno econômico, a qualidade do produto e reduzir o impacto ambiental negativo.

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